CONCORDÂNCIA VERBAL

O exemplo mais comum para explicar um erro de concordância verbal é o famoso “nós vai” e “nós foi”, né? Ok, esse erro é muito claro e marcado, mas há alguns casos de concordância que costumam gerar bastante dúvida, justamente por não serem tão explícitos. Pensando nisso, elaboramos este post, já que a concordância verbal é extremamente importante na escrita da nossa redação. Por isso, vamos esclarecer quais são as regras, evitando, assim, que você cometa deslizes na produção. 😉 Confira:

REGRA GERAL

A concordância verbal acontece quando o verbo muda de acordo com o sujeito. Ou seja, em vez de falar “nós vai”, falaremos “nós vamos”, pois o sujeito está no plural. Quando for o caso do pronome “ele”, por exemplo, concorda-se no singular = “Ele vai”. Para isso, é importante que você identifique o núcleo do sujeito.

COMO IDENTIFICAR O NÚCLEO DO SUJEITO?

Observe:

Maria bebeu o suco.

Maria é quem realiza a ação de beber suco, sendo, portanto, o sujeito desse verbo.

No caso acima, fica fácil identificar o sujeito.

Mas e quando há mais de um termo formando o sujeito? Veja:

Minha querida amiga Maria bebeu o suco.

É preciso ficar atento a esses casos. Apesar dos vários termos que acompanham e descrevem Maria, o núcleo do sujeito que realiza a ação de beber o suco na oração continua sendo Maria.

Agora observe a frase a seguir:

A multidão enfurecida gritou pelo estádio”.

O núcleo é “multidão”, portanto, o verbo concorda com ele.

  • Em casos como esse, quando o sujeito expressa uma multidão, o verbo será flexionado no singular.
  • Quando o substantivo se trata de “uma parte” ou “a maioria”, o verbo pode ser flexionado tanto no singular quanto no plural. Então pode ser:

“Ele é um dos que COMPROU um carro novo.”

ou

“Ele é um dos que COMPRARAM um carro novo.”

Outro exemplo:

“A maioria das pessoas VOTOU no candidato X.”

Assim como:

“A maioria das pessoas VOTARAM no candidato X.”

Agora uma dica muito importante, e que muita não conhece, é sobre a concordância com o pronome relativo “que”.

Exemplo: “Fui eu que saí com o carro” e “Fomos nós que saímos com o carro”.

Percebam que quando tem esse “que” ligando sujeito e verbo, o verbo concorda com o sujeito.

Já quando o pronome relativo for “quem”, o verbo ficará na terceira pessoa do singular. Por exemplo: “Fui eu quem assistiu ao filme”.

E QUANDO O SUJEITO É COMPOSTO?

Neste caso, haverá mais de um núcleo. Vejamos como funciona a concordância para esses casos:

A regra vai ser geral, anota aí: o verbo vai sempre para o plural!

Veja um exemplo:

“João e Maria passeavam na floresta”

“Prefeito e Senador discutiram no meio da audiência”

E A ÚLTIMA DICA, PARA FECHAR COM CHAVE DE OUTRO, É PARA OS CASOS DE SUJEITOS QUE INVARIAVELMENTE ESTÃO NO PLURAL. UM EXEMPLO DISSO É O NOME ESTADOS UNIDOS. NESSE CASO, VAI DEPENDER SE ELE VIER ANTECEDIDO POR ARTIGO OU NÃO, OBSERVE:

Os Estados Unidos SÃO uma grande nação” e “Estados Unidos É uma grande nação”.

Bom, essas são as regrinhas básicas de concordância verbal. Use este material sempre que precisar e não erre mais!

Bons estudos e até a próxima! 😀

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